Má fase no poker: 3 mindsets para superar

As más fases são um prato cheio para minar a confiança de um poker player. E ali começa a bola de neve negativa: a fase ruim alimenta a insegurança, que faz mudar o mindset e até o estilo de jogo.  Aí o player perde mais, o que piora a downswing, que alimenta ainda mais a insegurança, e assim por diante.

Quem nunca ficou com medo de blefar durante uma má fase porque “todo mundo paga o meu blefe”? Quem nunca contou as bads do torneio, do dia, da semana? “Terceira vez que perco com par de rei!”

Veja aqui 3 dicas de mindset para superar uma má fase no poker e manter a confiança lá no alto para jogar o fino nas mesas! 😀

Esqueça a autoestima

Pesquisas mostram que ter autocompaixão é muito mais produtivo do que focar em construir uma boa autoestima. Por quê?

1) Não conseguimos controlar a autoestima

Nossa autoestima varia muito de acordo com a época da vida, e não vai estar lá muito boa durante uma má fase no poker.

Ter uma boa autoestima também envolve muitos fatores que não controlamos e que não são muito mutáveis, como construção da personalidade, experiências passadas, criação, influências externas, sociabilidade, entre outros.

2) A autoestima depende de sucesso

Ligamos autoestima com nossas medidas de sucesso. Logo, ela só aparece quando está tudo bem. Se você está numa boa fase, a autoestima está lá em cima.  Se está numa fase ruim, ela some. Pesquisas demonstram que a autoestima parece ser mais uma consequência do sucesso do que a causa dele.

Foque em autocompaixão

Pode parecer um pouco pedante isso de ficar tendo compaixão consigo mesmo, mas segue aqui com a gente: ao invés de tentar te dizer o tempo todo que você é excelente, mesmo quando está numa má fase e não acredita nisso, foque em se perdoar por não ser excelente o tempo todo.

Ter autocompaixão é apenas reconhecer que é natural falhar e que você merece respeito, compreensão e novas chances, mesmo quando errou, quando não jogou tão bem quanto gostaria, quando não conseguiu manter a concentração na reta, etc.

1) A autocompaixão não é contingente

Pesquisas mostram que a autocompaixão traz todas as vantagens de uma boa autoestima, mas sem a variação. Ela não é tão contingente e podemos controlá-la melhor que a autoestima. Você pode aprender a se perdoar, mesmo quando a autoestima não está lá.

Quando a autoestima vai embora, que é exatamente quando estamos falhando, a autocompaixão pode ajudar a manter tudo no lugar.

2) Autocompaixão ajuda a superar os erros

Quando você coloca tudo a perder e erra bonito, a autoestima não ajuda em nada, mas a autocompaixão sim. Ajuda a seguir em frente, a encarar as coisas de forma menos pessoal e a superar os erros. Se você consegue se perdoar,  se sente menos humilhado ou incompetente quando falha.

3) Trate a si mesmo como trata os outros

Quando alguém querido falha, é comum que sejamos amigáveis e compreensivos. Tentamos mostrar que não é pessoal, que não está tão ruim assim, que não significa nada tão terrível.

E quando nós falhamos? Tivemos uma session ruim? Uma semana ruim nos feltros? Pensamos as piores coisas de nós mesmos. A confiança já começa a ir por água abaixo. Obviamente somos maus jogadores. De novo, nessas horas, autoestima não ajuda, mas a autocompaixão sim.

Autocompaixão é sobre conseguir nos tratar como tratamos um grande amigo quando ele comete um erro. Fale consigo como falaria com um amigo querido sobre uma má fase no poker.

Faça o exercício: “o que eu falaria para um amigo que estivesse passando exatamente pela mesma coisa agora?A ideia é conseguir ser compreensível e razoável consigo mesmo como costumamos ser com quem amamos.

Admita que errou

Para conseguir olhar para os próprios erros e dizer “errei, acontece, faz parte. Sou/vou ser melhor que isso”, você precisa primeiro admitir que errou. E isso pode ser bem mais difícil do que parece.

Para ter autocompaixão, precisamos conseguir olhar para nossos erros e ter a consciência de que falhamos. Quando ficamos em negação sobre nossos defeitos e falhas, ou quando não refletimos sobre as razões de as coisas não darem certo, não vamos conseguir ter autocompaixão. Afinal, não precisamos nos perdoar se não cometemos erros.

A principal dica é: exercite a autocompaixão. Admita que errou e trate a si mesmo com respeito e compreensão, como você trataria um grande amigo que falhou.

Nada disso vai te fazer ficar mole. Pelo contrário, ajuda a construir confiança e resiliência para enfrentar as falhas, bolhas e as más fases nas mesas.

Segue o jogo, GL pra nós! 😉

Fonte auxiliar: 3 Secrets for Being More Confident, Backed by Research

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