Poker profissional: como o jogo mudou sua vida? Com “malako_ricci”

Poker profissional Thiago Ricci

Tornar-se um jogador de poker profissional costuma ser uma ruptura. Geralmente, havia outra carreira, outro caminho, outros planos, talvez mais seguros, provavelmente mais comuns.

Todo poker player, em algum momento, decidiu dizer “não” para muito do que tinha por certo até ali para entrar de cabeça em uma carreira ainda pouco comum, cercada de preconceitos, bastante exigente e incerta.

Viver de poker tem suas dores, mas tem também muitas alegrias. Alguns encontraram no poker uma oportunidade quando não havia muitas outras. Outros, têm no poker o encontro entre profissão e paixão. Tantos outros veem o poker como uma espécie de liberdade, do horário fixo, da função enfadonha, de outras carreiras não tão desejadas assim.

Na série “Para além das mesas”, vamos conhecer a história de alguns PRO players de poker do FLOW e ver como se tornar jogador de poker profissional mudou a vida de cada um.

Para além das mesas: como o poker profissional mudou sua vida? Com “malako_ricci”

Thiago “malako_ricci” Ricci é um dos veteranos do FLOW. Há mais de 4 anos no time, ele concilia o poker profissional com mais duas carreiras: agente penitenciário e professor de Educação Física. Como ele diz, tem mais empregos que o pai do Chris 

Desde sempre envolvido com esportes, malako conheceu o poker através de um amigo e se apaixonou pelo joguinho. Mas nem sempre é possível se jogar de cabeça na instabilidade e na espera do longo prazo que o poker exige.

Pai de duas filhas, Thiago precisa colocar em primeiro lugar a garantia da estabilidade financeira. No entanto, isso não fez com que ele abrisse mão do poker profissional.

Pelo contrário. Mesmo com a necessidade de outras carreiras, malako se desdobra e aparece nas mesas, nas aulas, nos projetos do time. Com o apoio da família, encontra tempo e dedicação para seguir no poker.

Desde que começou a carreira no FLOW, já conquistou vários resultados expressivos. Teve cravada no Evento 176 da Galactic Series, cravada de Bounty Builder $16.50, vice de $22 Mini Sunday Supersonic e diversos outros resultados nos torneios regulares do online 

  Vem ver agora como Thiago concilia as profissões de agente penitenciário, professor de Educação Física e PRO player de poker! Desce aqui 

1. Como o poker surgiu na sua vida?

R: Creio que por volta de 2008. Sempre fui muito ligado a esportes, joguei quase tudo na vida e era doido para aprender poker.

Então, um amigo me levou em um home game de 0,10/0,20. No primeiro dia, fiquei com R$13,60 de lucro. Nem preciso falar que me apaixonei pelo jogo depois disso.

Comecei a ler livros e assinar revistas especializadas. Queria saber mais do jogo, descobrir como as pessoas viviam disso.

Fiz  meu primeiro depósito de 10 dólares no Poker Stars e comecei a jogar 5-draw e uns sits. Não era nada que saltasse os olhos, era mais para passar o tempo e me divertir.

2. Quando você decidiu se tornar jogador de poker profissional? Por quê?

R: Ainda não decidi, hahaha. Costumo dizer aos amigos do FLOW que sou um “recreativo” que estuda.

Como sou um pouco mais velho que a maioria dos parceiros de poker, já sou pai de família, casado e com duas filhas (uma com 15 e outra com 12 anos), precisei conciliar as três profissões ao longo desses 4 anos.

3. O que mais te atraiu para essa carreira?

R: O poker é fascinante, todo dia você aprende algo diferente.

A sensação de terminar um session aplicando bem tudo o que aprendi e competir em alto nível com o field que enfrento é muito boa.

Fora as vitórias. Mesmo com pouco tempo de carreira e o pouco tempo que tenho disponível, consegui algumas vitórias significativas para mim.

Para uma pessoa que sempre viveu no meio esportivo, essa competição dá muito gás para buscar mais evolução ainda.

4. Quando você decidiu entrar no FLOW? Por quê?

R: Em dezembro de 2015, fui pesquisar mais sobre poker profissional. Descobri que existiam times de poker e encontrei o FLOW. Mandei a inscrição na mesma hora. Alguns dias depois, veio a reposta negativa.

Mas brasileiro não desiste fácil. Mandei uma segunda inscrição no mesmo dia. Dessa vez, em 10 de janeiro, por volta da meia-noite, recebi um e-mail de aprovado. Nem preciso dizer que não dormi naquele sábado.

5. Como foi a transição de outras carreiras para o poker profissional?

R: Não fiz transição, apenas adaptação. Organizo minha rotina para otimizar o dia entre “Estado e estudo” e começo a grindar após as 17h.

Hoje, não penso que isso me atrapalha, já jogo assim desde 2016. Claro que com mais tempo e 100% focado poderia ser diferente, mas não posso reclamar do que foi feito até hoje, só tenho gratidão.

6. O que você leva do poker para as outras esferas da vida?

R:  O poker e as técnicas do Celo Muller me ajudaram a controlar a ansiedade e a raiva. Ou você vai gastar muito com mouses e telas hahahaha.

7. O que você mais gosta em ser jogador de poker profissional?

R: A liberdade do grind. Você tem que se comprometer com o jogo, mas é você quem organiza seus horários. Além disso, jogar poker é fazer aquilo que ama e te diverte.

Gosto muito também da competição, é a sua habilidade contra a habilidade do seu adversário.

Por ser professor, outra coisa que me deixa muito feliz é quando um companheiro de time vem me pedir “ajuda” em alguma dúvida de spots ou algo assim.

8. E o que menos gosta?

R: Tem o que não gostar? hahahahaha

9. Qual foi o maior aprendizado que o poker te proporcionou até hoje?

R: Aprendi a buscar ser melhor sempre. Quando você acha que não precisa aprender mais nada, é quando sua carreira começa a afundar.

Por isso, estar em um time é tão importante. O time te dá oportunidades para seguir evoluindo sempre.

Cabe a cada um saber sua necessidade. Eu procuro ser constante e não big hits. Você só conquista isso com trabalho duro. Patenteei o “poker é S.O.R.T.E. (Suor, Organização, Repetição, Trabalho e Estudo).”

10. O que o poker representou na sua vida, no início da profissionalização? E o que ele representa hoje?

R: O poker sempre representava um hobby para mim. Hoje, é um projeto de carreira sério.

Nunca me imaginei sendo o melhor do mundo, nunca fui acima da média em nada. Mas busco, todos os dias, ser um jogador melhor. Quero sentar em uma mesa de poker e ser reconhecido como um player “temido”.

Nada disso eu teria conquistado sem ajuda. Queria expressar muita gratidão à minha esposa Camila e às minhas filhas Kaylani e Julia, que entendem o poker como profissão, acreditam e torcem por mim. Além disso, dão todas as condições em casa para que eu possa trabalhar e estudar tranquilo.

Sou muito grato também aos patrões e amigos Fellipe Nunes e Igor Turci, que acreditam em mim até hoje. Já se vão mais de 4 anos de trabalho juntos.

Muito obrigado a todos os companheiros de time que me ajudaram desde o início e ajudam até hoje.

Lembro da emoção das primeiras cravadas em torneios de 0.11 centavos, de 0.27 centavos, até às mais significativas em Hots e Series.

Todos têm parcelas nessas vitórias. Valeu FLOW, e bora buscar mais!

Há muitas outras trajetórias e experiências distintas com o poker profissional. Veja aqui a história do “daniel5389”, também player no FLOW! 

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