Como o poker mudou sua vida? Entrevista com Biazutti, PRO poker player

Poker player entrevista Biazutti

Tornar-se poker player profissional costuma ser uma ruptura. Geralmente, havia outra carreira, outro caminho, outros planos, talvez mais seguros, provavelmente mais comuns.

Todo poker player, em algum momento, decidiu dizer “não” para muito do que tinha por certo até ali para entrar de cabeça em uma carreira ainda pouco comum, cercada de preconceitos, bastante exigente e incerta.

Viver de poker tem suas dores, mas tem também muitas alegrias. Alguns encontraram no poker uma oportunidade quando não havia muitas outras. Outros, têm no poker o encontro entre profissão e paixão. Tantos outros veem o poker como uma espécie de liberdade, do horário fixo, da função enfadonha, de outras carreiras não tão desejadas assim.

Na série “Para além das mesas”, vamos conhecer a história de alguns players do FLOW com o joguinho e ver como se tornar poker player profissional mudou a vida de cada um.

Como o poker mudou sua vida? Com Guilherme Biazutti

Hoje quem nos conta sua história é Guilherme “Biazutti”. Ele cursou direito, mas o que fazia brilhar seus olhos era o esporte. Em 4 anos de poker, Bia se tornou poker player profissional, instrutor do FLOW e um dos players mais amados do time 

Biazutti gosta mesmo é da competição, da adrenalina, da disputa pela vitória. Como muitos fãs de esporte nesse Brasilzão, tentou ser jogador de futebol, não rolou.

Longe das leis e dos gramados, aprendeu poker em um jogo de PC, o Governor of Poker. Daí foi descobrindo as maravilhas das mesas, encontrou o PokerStars e, com o tempo, começou a grindar online.

Desde que começou a carreira no FLOW, já conquistou resultados como cravada do Tiempo de Juego, no Aconcagua Espanha, que lhe rendeu mais de 28k euros.

Teve também cravada de Bounty Builder $109, FT do Evento 246 da GALACTIC Series e do Evento 129 do SCOOP, um vice no antigo Phase 2, cravada de $22 Mini Battle Royale e muitas outras FTs nos torneios regulares do online.

Vem conhecer agora a história do Biazutti até se tornar PRO player! Desce aí 

1. Quando você decidiu se tornar um poker player profissional? Por quê?

R: Entrei para o FLOW em fevereiro de 2016, com um contrato de 3 meses. Decidi me tornar profissional quando esse contrato acabou e renovei por mais seis meses com o time.

2. O que mais te atraiu para escolher o poker como carreira?

R: A competição. Sempre gostei muito de esporte, inclusive tentei ser jogador de futebol. Não acho que seria muito feliz em outra área que não o esporte.

Ser jogador de poker tem muitas coisas atrativas, mas poder competir e sentir aquela adrenalina todos os dias foi o que mais me atraiu.

3. Quando você decidiu entrar no FLOW? Por quê?

R: No começo de 2016. Eu vinha jogando recreativamente, e, depois de alguns altos e baixos, consegui ganhar bem para meu nível da época.

Mas sentia que a qualquer momento podia perder tudo, pois não tinha estudo suficiente para me manter naquele ritmo.

Achei o FLOW por sorte, na época eu não conhecia quase nenhum time de poker. Entrei porque queria estudar o jogo e ver se eu podia me tornar um profissional. 

4. O que trouxe das suas outras experiências profissionais para o poker?

R:  Acho que a resiliência. Não que eu tenha sido insistente antes, mas, por tudo que vi, ficou bem claro pra mim que independente do que eu escolhesse seguir, não seria fácil.

E, no poker, não tem escape. Se você não aguentar firme os dias ruins, não vai sobreviver.

5. E o que leva do poker para as outras esferas da vida?

R:  Saber separar as coisas que posso controlar das que não posso.

No que eu tenho influência, preciso dar o melhor e sempre procurar maneiras criativas de me motivar. No que eu não tenho controle, é melhor nem perder tempo.

Com o poker, também consegui entender muito melhor o conceito de longo prazo. Foi bem importante para outras decisões que tomei na vida.

6. O que você mais gosta no poker?

R: Competir, a adrenalina, estudar e montar estratégias, poder ajudar jogadores com menos experiência que eu.

Também gosto muito de poder montar meus horários e minha rotina. No online, posso trabalhar em casa. Com o live, que jogo pouco, posso viajar pra jogar ao mesmo tempo que conheço lugares e pessoas novas.

Inclusive, uma das melhores coisas que o poker me deu foi poder conhecer pessoas fantásticas aqui no time ou por meio dele, virtual e pessoalmente.

7. E o que menos gosta no poker?

R: Difícil achar uma resposta pra essa. Não tem nada no poker que eu considere ruim. Para não ficar em branco, vou dizer que o que menos gosto são as downswings.

8. Qual foi o maior aprendizado que o poker te proporcionou até hoje?

R: O poker me ensinou a ser mais disciplinado e mais dedicado.

Nunca fui bom em nenhum desses dois quesitos, mas pelo game eu consegui atingir níveis muito bons comparado ao meu passado. Ainda tenho muito a melhorar, mas foi onde mais evolui.

9. O que o poker representou na sua vida, no início da profissionalização? E o que ele representa hoje?

R: No início, representava uma esperança enorme de me profissionalizar em algo que eu amasse. Como disse antes, não sei se eu seria bom em algo que não fosse esporte.

Hoje, o poker representa essa realização. Poder viver do game, que é o que eu amo fazer, é maravilhoso. Se Deus quiser, será o que farei para o resto da vida.

Quer conhecer como outros profissionais começaram? Descubra aqui a história do Marma com o poker!

Você joga poker? Vem pro FLOW com a gente! 

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